DESPEDAÇA-ME
despedaça-me
mas não me deixes inacabada
palácio inviolado em memória do nada
regressão miserável às visões abstratas
despedaça-me
mas não me deixes miragem na vidraça
porque eu sei satisfazer a tua carne
mesmo assim aérea na alucinação
(Lucila nogueira, Poesia em Medelinn, 2006)


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