Creme-de-Alface

As palavras aconpanham nossa existência, elas nos permeiam, nos cercam, nos salvam e nos matam na mesma intensidade. Lucila Nogueira diz que "excreve para exorcisar fantasmas", Dickinson, por sua vez, diz que "os Poetas acendem Lâmpadas - mas eles próprios - se apagam". Escrever/ler é sempre um escapismo, uma segunda chance, um lapso no vácuo onde podemos recomeçar. Espero que, nessas esquinas virtuais,possamos, segundo o Caio Fernando Abreu, decifrar nossa própria paisagem interna.

Saturday, August 12, 2006

Extremos da Paixão

No Século XX não se ama. Ninguém quer ninguém. Amar é out, é babaca, careta. Embora persistam essas estranhas fronteiras entre paixão e loucura, entre paixão e suicídio. Não compreendo como querer o outro possa tornar-se mais forte do que querer a si próprio. Não compreendo como querer o outro possa pintar como saída de nossa solidão fatal. Mentira: compreendo, sim. Mesmo consciente de que nasci sozinho do útero de minha mãe, berrando de pavor para o mundo insano, e que embarcarei sozinho num caixão rumo a sei lá o quê, além do pó. O que ou quem cruzo esses dois portos gelados da solidão é vera viagem: véu de maya, ilusão, passatempo. E exigimos o eterno do perecível, loucos.

Caio Fernando Abreu

3 Comments:

At 8:10 AM, Blogger Driko Andrade said...

brigado Gui, pela inspiração conínua principalmente através do Caio

 
At 8:30 AM, Anonymous Anonymous said...

e realmente gostei continuidade do texto e da filosofia que ele contem.. =]]

 
At 3:49 PM, Blogger Samantha Abreu said...

concordo com tudo isso aí!
genero, nº e supergrau

rsrsrsss

beijo

 

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