Creme-de-Alface

As palavras aconpanham nossa existência, elas nos permeiam, nos cercam, nos salvam e nos matam na mesma intensidade. Lucila Nogueira diz que "excreve para exorcisar fantasmas", Dickinson, por sua vez, diz que "os Poetas acendem Lâmpadas - mas eles próprios - se apagam". Escrever/ler é sempre um escapismo, uma segunda chance, um lapso no vácuo onde podemos recomeçar. Espero que, nessas esquinas virtuais,possamos, segundo o Caio Fernando Abreu, decifrar nossa própria paisagem interna.

Tuesday, July 25, 2006

Mas não demores tanto





















Sei que hás de vir ferozmente enfeitiçado
nesse rapto anunciado para cruzar as águas do Capibaribe ao Douro
e dançaremos à luz de um candelabro de sete braços
até o sol secar as sete saias tiradas ao som de sete violinos
durante as sete noites da encantação.

Mas não demores tanto.
Que amar é a arte de se fazer presente
e tudo aquilo que precisamos
é de poesia
loucura e ênfase
no ato heróico de reabrir as portas
da carne mansa que se equivocou.



>Fragmento: Lucila Nogueira. Mas não demores tanto. Poesia em Medellin, 2006.
>>Foto: Don Gregorio Anton. Me muevo sin querer, da exposição "The total sum of solitudes".

2 Comments:

At 2:16 AM, Anonymous Anonymous said...

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At 7:19 AM, Anonymous Anonymous said...

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