Creme-de-Alface

As palavras aconpanham nossa existência, elas nos permeiam, nos cercam, nos salvam e nos matam na mesma intensidade. Lucila Nogueira diz que "excreve para exorcisar fantasmas", Dickinson, por sua vez, diz que "os Poetas acendem Lâmpadas - mas eles próprios - se apagam". Escrever/ler é sempre um escapismo, uma segunda chance, um lapso no vácuo onde podemos recomeçar. Espero que, nessas esquinas virtuais,possamos, segundo o Caio Fernando Abreu, decifrar nossa própria paisagem interna.

Saturday, July 29, 2006

Só Pro Meu Prazer

O que dizer de tudo isso? Me importar pra quê?
No final tem sempre mais uma senha e outra e outra.
Um sábado leonino, duplamente leonino.
E uma canção que não cansa em tocar nos absurdos ancestrais
dos recôncavos mais profundos de um pensamento perdido:

Não fala nada deixa tudo assim por mim
Eu não me importo se nós não somos bem assim
É tudo real as minhas mentiras E assim não faz mal
E assim não me faz mal não

Noite e dia se completam o nosso amor e ódio eternos
Eu te imagino, eu te conserto eu faço a cena que eu quiser
Eu tiro a roupa pra você minha maior ficção de amor
Eu te recriei, só pro meu prazer

Só pro meu prazer

Não venha agora com essas insinuações
Dos seus defeitos ou de algum medo normal
Será que você, não é nada que eu penso
Também se não for não faz mal
Não me faz mal não
(Cazuza)

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