Creme-de-Alface

As palavras aconpanham nossa existência, elas nos permeiam, nos cercam, nos salvam e nos matam na mesma intensidade. Lucila Nogueira diz que "excreve para exorcisar fantasmas", Dickinson, por sua vez, diz que "os Poetas acendem Lâmpadas - mas eles próprios - se apagam". Escrever/ler é sempre um escapismo, uma segunda chance, um lapso no vácuo onde podemos recomeçar. Espero que, nessas esquinas virtuais,possamos, segundo o Caio Fernando Abreu, decifrar nossa própria paisagem interna.

Saturday, August 05, 2006

Cheiro de coisa viva

Vou me permitir ser auto-biográfico hoje. Assim ninguém vai me perguntar depois: e ai, Driko, que sonhos foram aqueles ou quem é a menina das senhas e assim por diante. Acordei com uma vontade imensa de ser feliz hoje, acordei com um cheiro insuportável de coisa viva saindo da minha nuca, então, me dei conta do céu blue baby das manhãs recifenses, do café da manhã cuidadosamente posto por minha mãe com o carinho de quem te carrega na alma sem nunca ter te carregado no ventre, dos meus amigos, das contas a pagar, dos problemas a resolver, mas acima de tudo, hoje me dei conta de mim, com todos os apesares, parênteses e travessões de minha existência. E é tão bom gostar da gente assim, nessa imperfeição mágica. Acordei com Caeiro susurrando em meus ouvidos e era tão bonita sua voz:

"(E de novo o ar, que lhe faltara tanto tempo, lhe entrou fresco nos pulmões)
E sentiu que de novo o ar lhe abria, mas com dor, uma liberdade no peito".



Bom dia. Amém.

1 Comments:

At 4:27 PM, Blogger Samantha Abreu said...

oiE!

aparece por lá...!

beijão,

Samantha

 

Post a Comment

<< Home