Cheiro de coisa viva
Vou me permitir ser auto-biográfico hoje. Assim ninguém vai me perguntar depois: e ai, Driko, que sonhos foram aqueles ou quem é a menina das senhas e assim por diante. Acordei com uma vontade imensa de ser feliz hoje, acordei com um cheiro insuportável de coisa viva saindo da minha nuca, então, me dei conta do céu blue baby das manhãs recifenses, do café da manhã cuidadosamente posto por minha mãe com o carinho de quem te carrega na alma sem nunca ter te carregado no ventre, dos meus amigos, das contas a pagar, dos problemas a resolver, mas acima de tudo, hoje me dei conta de mim, com todos os apesares, parênteses e travessões de minha existência. E é tão bom gostar da gente assim, nessa imperfeição mágica. Acordei com Caeiro susurrando em meus ouvidos e era tão bonita sua voz:
"(E de novo o ar, que lhe faltara tanto tempo, lhe entrou fresco nos pulmões)
E sentiu que de novo o ar lhe abria, mas com dor, uma liberdade no peito".
Bom dia. Amém.


1 Comments:
oiE!
aparece por lá...!
beijão,
Samantha
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